Novas gerações… Muitas esperanças… *

Sou da geração X que tem muitos desafios a aprender com as novas gerações. Um dos grandes desafios a ser vencido é o do compartilhamento. Isto mesmo, é difícil para alguém da geração X dividir seus conhecimentos (graças a Deus não é o meu caso… acho que já evolui neste sentido…). É interessante verificar como os mais jovens tem publicado seus escritos, descobertas, segredos, conquistas… sem muito medo de serem “roubados”. Querem simplesmente espalhar suas ideias por aí e serem reconhecidos por isso!!

Tenho conhecido (virtualmente) muitos exemplos de jovens escritores promissores… Cito dois blogs que tenho acompanhado e participado: http://ipodschool.com & http://ihelpbr.com

O que mais me intriga é que a escola, de um modo geral, não aproveita este potencial (em muitos momentos vejo os jovens reclamando disso) e continua exigindo que os alunos trabalhem individualmente e que pouco compartilhem e construam ideias, textos e projetos em grupos. Aliás, na minha opinião, as pessoas, e os jovens em especial, estão escrevendo e lendo mais e isso também não é bem aproveitado na escola. Mas é óbvio que eles leem e escrevem sobre o que lhes interessa, mas a escola não sabe lidar com os interesses e necessidades das pessoas. É preciso rever tudo isso! Por que não aproveitar o que é produzido fora da escola? Penso que o principal papel do professor, na contemporaneidade, é mediar o processo de construção do conhecimento. É estar atento ao que está fora e dentro da escola. É o momento de repensar os currículos, os tempos e os espaços da escola.

* Atualizado em 23/10/2012

Este texto (um pouco diferente) está também publicado no blog ~> http://69ou86.blogspot.com

 

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Mais reflexões sobre as novas gerações…

     Escrevi no post de 29 de novembro sobre as novas gerações. Principalmente sobre a importância do compartilhamento. Hoje queria mostrar um exemplo concreto da possibilidade de diferentes gerações conviverem muito bem (no ambiente escolar). 
     Meu amigo Guilherme, autor do iPodSchool, escreveu recentemente uma introdução ao meu texto “Vantagens do uso do iPad como ferramenta pedagógica”. Na perspectiva de aluno (está concluindo o Ensino Médio), ele escreve de forma muito adequada sobre a necessidade dos estudantes mostrarem responsabilidade em relação ao uso das novas tecnologias, em especial o iPad. Na opinião dele, deveriam ser os próprios estudantes os principais interessados e responsáveis a convencer os seus educadores da importância do uso dessa forte ferramenta e que o iGadgets não são apenas brinquedos.           Assim como o Guilherme fez um apelo aos estudantes, faço aqui também um convite aos professores. Um convite para que cada educador possa ouvir o que os alunos tem a dizer. Eles tem muito a nos ensinar e nós (professores/adultos) a eles, em relação ao uso da tecnologia. A grande sacada é criar uma relação de respeito mútuo. Eles sabem muito sobre os dispositivos e nós podemos trabalhar com eles sobre a importância da crítica aos conteúdos que não são adequados. Eles precisam estar preparados para fazer boas escolhas e nós podemos contribuir (e muito) para esta formação.          O Guilherme escreveu no final de seu texto que “é bom saber que existem adultos que usam de nossas armas com responsabilidade e buscando produtividade.” E nós também podemos dizer a eles: é muito bom conviver com adolescentes e jovens inteligentes que produzem um conteúdo rico quando são desafiados.                     É isso que queremos, é isso que sonhamos… a criação de uma relação rica, interessante e de crescimento para os dois lados…                     Guilherme Freitas, 16 anos, recebeu como herança de seu pai o amor incondicional à empresa de Tio Jobs. Sua novela com a Apple começou aos 13 anos, quando ganhou seu primeiro iPod Nano de 8G que ainda reside no âmago de seu coração. Atualmente, tem um iMac e um iPad que, junto de seus amigos e de sua família, são as maiores fontes de alegria de sua pacata vida. Cursando o terceiro ano do ensino médio, o jovem maclover aspira a carreira de arquiteto, desejando trazer muita tecnologia e muitas frutas para a construção civil do futuro. Ama escrever e ler e, por vezes, se aventura no mundo da poesia clássica. O mais novo membro da equipe do iPod School 🙂

Crianças e iPods…

Hoje resolvi escrever uma história que teve como personagem principal a minha sobrinha… Essa história é real… 😉
Minha sobrinha e afilhada tem 7 anos e se chama Ilana. É uma criança extremamente especial, doce e feliz!! Sou madrinha dela e ela decidiu que iria me chamar de Dindi porque Dinda era muito comum… Amei isso!!
Eis que ela herdou de seu pai um iPod Touch antigo (1ª geração de iPod Touch, acho eu!) e ela adorava o aparelho. Adorava principalmente ouvir música e jogar… Aconteceu que o botão de início teve um problema e ficava difícil de operar o aparelho sem usar o botão, sendo assim precisava ser aposentado.
Na época ela havia instalado o App Bump para se comunicar comigo… Ela começou um chat no Bump dizendo que o iPod dela tinha estragado e que o botão “início” não funcionava mais e, por isso, não ia mais poder usá-lo… E me perguntou se eu tinha alguma amiga que quisesse vender um iPod de qualquer geração para ela poder comprar… Fiquei arrasada… Pensei, e se fosse eu com meu iPhone… Hehehe
Conversei com o meu pai (avô dela) e com meu irmão (pai dela) e resolvemos fazer uma “vaquinha” para presentear a mocinha com um iPod novinho em folha… Defendi a ideia de comprá-lo, pois na época já via o quanto ela tinha desenvolvido sua escrita no iPod, escrevendo no chat do Bump e escrevendo e-mails para toda a família!
Combinamos de não contar a ela… No dia combinado, um sábado, eu e o Daniel (meu marido) pegamos a mocinha e fomos até a iPlace no Shopping Iguatemi.
Chegando lá, entramos e ficamos olhando os produtos… Ela me perguntou se podia baixar um App naquele iPod do mostruário e eu disse “baixa no teu”. Ela disse: “mas eu já te falei que estragou…” Foi então que eu anunciei a novidade: “Eu, teu pai e teu vô vamos te dar um iPod Touch novo de 4ª geração…” “Sério?!?”, ela disse.
Ela estava sem palavras… Ficou excitada, feliz e agradecia muito… Até o vendedor ficou emocionado com a reação dela.
Quando chegamos em casa, depois dos agradecimentos, que foram muitos, fomos utilizar o aparelho. Fizemos os procedimentos de instalação do iTunes e ela começou a baixar os seus aplicativos favoritos. Como é comum nas crianças de hoje em dia, ela mesma foi fazendo suas seleções, sabendo que neste momento poderia apenas pegar os aplicativos free. Ela logo percebeu as diferenças entre seu iPod antigo esse novo. Alto falante externo: fez vários vídeos com som e imagem, usando as duas câmeras (frontal e traseira). Falou com seu pai com o FaceTime. E outras mil coisas que são possíveis com um aparelho completo como este… Esta história aconteceu há uns seis meses aproximadamente.
Contei toda esta história para chegar na defesa pedagógica destes dispositivos…
Além de todas as possibilidades de comunicação oral, ela desenvolveu muito mais a sua escrita. Comunica-se, com frequência com seus avós (eles tem iPhone e iPad também) e comigo, principalmente, via chat do Bump e via FaceTime. Por ser uma escrita real, ela precisa utilizar bem as palavras e até a pontuação, a ortografia etc. para ser bem entendida. Joga muuuuitos jogos que desenvolvem o seu raciocínio lógico. Cria vídeos com suas amigas, inventa histórias e propagandas.
Destaco uma utilização que ela fez que achei maravilhosa. Ela veio aqui em casa e tinha de fazer a tarefa de casa. A tarefa daquele dia era completar uma cruzadinha e depois criar frases com as palavras da cruzadinha. Ela fez a cruzadinha e depois me disse que estava cansada para escrever as frases, mas que tinha uma ideia. Pegou seu iPod e gravou as frases que iria escrever na tarefa “para não perder as ideias”. Depois me contou que quando chegou na casa dela ouviu as frases gravadas no iPod e transcreveu na tarefa, podendo completar ainda mais as frases. Não é máximo!?!?!